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sexta-feira, 29 de abril de 2011

As amantes da realeza britânica


Camilla Parker Bowle e Ana Bolena estão entre as mulheres que marcaram a história extraconjugal de reis e príncipes da Inglaterra







A realeza britânica está em festa. Príncipe William, o segundo da linha de sucessão ao trono britânico casa-se com Kate Middleton nesta sexta-feira (29) e, ao contrário do que virou tradição na história, o jovem casal não está envolvido em escândalos de traições. Do rei Eduardo III, no século 13, ao príncipe de Gales, Charles, nos anos 1970, muitos monarcas ingleses tiveram romances fora do casamento.
Veja quais as amantes marcaram a história da realeza britânica:




Príncipe Charles e Camilla Parker se casaram em 2005
Camilla Parker Bowles (nascida em 1947)
O relacionamento da duquesa de Cornulha com Charles, o Príncipe de Gales, começou na década de 1970, quando se conheceram em um jogo de pólo. O namoro durou ano. Camilla colocou um ponto final na relação porque o pedido de casamento que não aconteceu.
Charles então se casou em 1981 com a jovem e virgem Diana Spencer e passou a traí-la com Camilla. O casal de amantes foi flagrado em 1992, durante uma conversa telefônica bastante íntima.  Assim como o príncipe, a duquesa era casada e a descoberta do adultério culminou a separação de ambos.
Em abril de 2005, os eternos namorados decidiram oficializar a união. Eles se casaram no castelo de Windsor. Na ocasião, Camilla usava um vestido do estilista Robinson Valentine.





Wallis Simpson e Eduardo VIII
Wallis Simpson (1896 - 1986)
A duquesa de Windsor realmente fisgou o coração de Eduardo VIII. Apaixonado, ele abdicou do trono em 1936, após 11 meses, porque foi proibido de se casar com Wallis Simpson assim que o divórcio dela fosse declarado.
No ano seguinte, já com o título de duque de Windsor, ele atendeu ao pedido dela de que abandonasse a acompanhante Thelma Furness, viscondessa Furness, e a amante Freda Dudley Ward. Eles oficializaram a união e viveram uma intensa relação que escandalizou a conservadora sociedade inglesa da época. O casal envolveu-se com bebidas e  festas que acabavam em orgias e aparentemente eram simpatizantes da Alemanha nazista.
Ficaram juntos por 36 anos, até a morte dele.



Foto: Reprodução
Sarah Bernhardt foi amante de Eduardo VII
Sarah Bernhardt (1844 - 1923)
Eduardo VIII não teve apenas Wallis como amante. Quando ainda era príncipe, ele e Sarah Bernhardt tiveram um romance.
Sarah estava infeliz no casamento com o ex-oficial militar e ator grego Jacques Damala, que entrou em colapso quando o marido passou a alimentar o vício em morfina e a sair com mulheres.
Conhecida como "a mais famosa atriz da história do mundo", a cortesã francesa buscou consolo nos braços do príncipe.




Foto: Reprodução

Jennie Jerome



Jennie Jerome (1854 - 1921)
A socialite norte-americana também viveu um caso com o príncipe Eduardo VIII mas ficou mesmo conhecida como mãe do ex-primeiro-ministro britânico Winston Churchill.







Maria Fitzherbert





Maria Anne Fitzherbert (1756 - 1837)
Viúva pela segunda vez, Maria Anne Fitzherbert ficou com a herança do segundo marido e entrou para a alta sociedade de Londres. Em 1784. foi apresentada para um homem mais jovem, o príncipe de Gales, Jorge IV, e passou a sair às escondidas com ele.
Considerada a mais notável amante do futuro rei do Reino Unido e de Hanôver, ela o deixou apaixonado. Em 1785, eles fizeram uma cerimônia de casamento secreta, mas inválida já que não teve a aprovação de Jorge III. Por isso, ela era companhia do rei sem ser considerada rainha.




Bess Foster



Elizabeth Cavendish, a Bess (1759 - 1824)
Separada, mas impedida pelo ex de ver os dois filhos durante 14 anos, Bess foi apresentada ao duque William pela sua mulher, Georgiana, que aceitou as traições do marido em silêncio.
Com a morte de Georgiana, William pôde se casar com Bess, a nova duquesa de Devonshire. O casal teve dois filhos, Augustus e Caroline.
Em 2009, a história de Bess ganhou os cinemas com "A Duquesa de Devonshire", estrelado por Keira Knightley.




Louise Renée de Pennancoet de Kéroualle




Louise Renée de Pennancoet de Kéroualle (1649 - 1734)
A dama de Henriqueta Stuart, duquesa de Orleans, foi amante do rei Carlos II. Em 1672, ela deu a ele um filho, Charles Lennox, que posteriormente tornou-se 1º duque de Richmond.
Em 1673, Louise foi designinada por Carlos baronesa Petersfield, Condessa de Fareham, duquesa de Portsmouth, e designada por Luís XIV duquesa de Aubigny.
Com a morte do rei, ela se mudou para Château de la Verrerie, no seu domínio de Aubigny, e veio a falecer em Paris, em 1734.






Ana Bolena
Ana Bolena (1507 - 1536)
Ana Bolena e Henrique VIII tornaram-se amantes em 1532, depois de muita insistência por parte do rei. Ana relutava, pois havia acompanhado o sofrimento de sua irmã Maria, antiga amante do rei.
Casado com Catarina de Aragão, Henrique pediu à igreja que o divorciasse para então se casar com Ana. Sem sucesso, iniciou-se a ruptura religiosa entre a Inglaterra e a Igreja Católica Romana, resultando na criação da Igreja Anglicana.
Ana tornou-se rainha e com cerca de 1000 dias no trono foi presa na Torre de Londres, acusada de incesto com o irmão Jorge, com quem tentava ter um filho homem para oferecer ao rei. Ana acabou decapitada por um carrasco francês, conforme sua vontade.






Maria Bolena

Maria Bolena (1499 - 1543)
Com fama de devassa na França, Maria teria sido amante do rei Francisco e apelidada de "minha égua inglesa".
Foi amante do rei Henrique VIII antes da irmã, Ana Bolena.
Na obra "As seis mulheres de Henrique VIII", é descrita como "uma jovem leviana, que desfrutava de todos os prazeres da corte."








Memorial de bronze de Elizabeth Blount

Elizabeth Blount, a Bessie (1502 - 1540)
Filha do fiel servo da família real, Sir John Blount, Bessie era conhecida pela beleza e pelo caso com Henrique VIII.
Quando adolescente, ela passou a frequentar a corte como dama de honra da rainha Catarina de Aragão e foi assim que se aproximou do rei, em torno de 1514.
Cinco anos depois, Bessie deu à luz um filho ilegítimo de Henrique, Henry Fitzroy, criado como duque de Richmond e Somerset. Ele foi o único filho reconhecido pelo rei.
 



Barbara Palmer



Barbara Palmer (1640 - 1709)
1° Duquesa de Cleveland foi uma cortesã real e uma das mais notórias amantes do rei Carlos II da Inglaterra.












Frances Teresa Stuart
Frances Teresa Stuart (1647-1702)
Apelidada de La Belle Stuart, era filha do médico escocês do rei Carlos II, do qual foi dama de honra em seu casamento.
Após três anos de união com o Duque de Richmond e Lennox, Carlos II mandou seu marido à Escócia e Dinamarca para que os dois pudessem ter momentos juntos.
O duque morreu durante a viagem e La Belle Stuart recebeu ainda mais atenções de Carlos.









Dorothea Jordânia, amante do rei Guilherme IV
Dorothea Jordânia (1761 - 1816)
Durante 20 anos foi amante e companheira do rei Guilherme IV, quando ele era duque de Clarence. Juntos tiveram pelo menos 10 filhos ilegítimos.
Dorothea era também cortesã e conhecida pelas pernas exibidas durante as apresentações como atriz.
Para atuar, assinava Mrs. Jordan para fingir ser casada e ganhar mais respeito do público.

sábado, 23 de abril de 2011

Palácio de Buckingham

A monarquia britânica tem a residência de verão e a oficial no Palácio de Buckingham, que fica em Londres, na Inglaterra. Além da moradia oficial, o Palácio de Buckingham é o local onde acontecem as visitas oficiais dos chefes de Estado ao Reino Unido, além é claro de ser uma das atrações turísticas mais visitadas de Londres.
Apesar de todo esse glamour e importância, parece que os britânicos não gostam muito do Palácio de Buckingham. Em uma votação realizada em 2005, o palácio foi eleito o quarto prédio mais feio de toda a Londres. Só você vendo de perto para ver se os britânicos estão ou não com a razão. Pessoalmente eu gosto muito e acho que tem uma certa imponência que atrai olhares.
Palácio de Buckinghan em Londres
Palácio de Buckingham em Londres
O Palácio de Buckingham é conhecido originalmente como Casa de Buckingham, um edifício em formato de coração que faz parte do atual palácio. A casa foi construída pelo Duque de Buckingham no ano de 1703 e comprada pelo rei Jorge III em 1762. O local então ficou conhecido como A Casa da Rainha; após isso ela foi ampliada e reformada e ganhou três alas em volta do pátio central.
Só em 1837, ano da coroação da Rainha Vitória é que o Palácio de Buckingham se tornou residência oficial. A partir deste momento a residência passou por mudanças e reformas. Cada rainha, rei ou príncipe que habitou o Palácio de Buckingham lá deixou sua marca. Já os jardins do Palácio de Buckingham são os maiores jardins privados de toda Londres, eles até abrigam um lago artificial.
E como o Palácio de Buckingham serve tanto para receber chefes de Estado, como para os eventos da família real, a maior festa que a Rainha concede são as Festas de Jardim da Rainha; o numero de convidados aqui pode chegar a 8 mil pessoas. É uma das mais belas festas que segue todo um cerimonial: tendas são erguidas no jardim e a banda militar toca o hino nacional, só depois disso é que a rainha adentra a Sala do Arco e lentamente, caminhando entre os convidados se dirige até o local da festa.
Guarda Real Britânica
Guarda Real Britânica
E você pode contemplar de perto toda essa beleza. Geralmente quando a rainha sai de férias para o seu Castelo particular na Escócia, o Palácio de Buckingham é finalmente aberto a visitação dos plebeus. Nesta época, que varia muito de ano a ano, os visitantes podem ver os ricos e bem decorados quartos do Palácio de Buckingham, além dos tesouros da Royal Collection que tem pinturas de Rembrandt, Rubens, Poussin e Canaletto além de esculturas e belas porcelanas.
Cada visita dura duas horas e é feira das 9h45 às 18h. Você gasta em média 16,50 libras por bilhete para ter acesso ao Palácio de Buckingham ou 15,00 libras para estudante e idosos, e 9,50 libras para crianças com menos de 5 anos.
Além de uma possível visita interna ao Palácio, a atração turistica é a troca da guarda britânica feita diariamente  às 11h30 (manhã) e que pode ser vista por qualquer turista; uma cerimônia única e muito original.
Conheça o Site Oficial: Palácio de Buckingham
Fotos: Wikipédia

Abadia de Westminster Londres Reino Unido




Falar da Abadia de Westminster é falar sobre um dos mais importantes pontos turísticos de Londres. É uma igreja gótica, onde a história foi coroada uma boa parte dos monarcas britânicos, e onde estão enterrados muitos deles.
A abadia foi construída no século XI, que é uma das razões porque é uma base românica, cujos primeiros alicerces foram lançados por monges beneditinos, em seguida, vieram as reformas por Henrique III, Ricardo II, Henrique VII ...

Durante séculos, a abadia era um símbolo de Londres e do Reino Unido, não sem controvérsia, a questão da igreja ou catedral, as suas duas torres são o símbolo mais conhecido da Abadia, com as reformas ao longo dos séculos e onde os reis foram coroados como por exemplo o rei Edward V, Edward VIII, onde o arcebispo de Canterbury teve um papel fundamental.

Aqui também estão enterrados os reis, como Eduardo, o Confessor, Henry III, Edward I, Edward III, Henrique VII, Mary I e Elizabeth I, entre outros. Além dos reis, outras figuras, tais como Charles Darwin, Laurence Olivier, Isaac Newton ..

domingo, 20 de março de 2011

O CONTO DO DISCO VOADOR-CASIMIRO DE ABREU-RJ



● Se alguém me contasse hoje a estória sobre a anunciada aterrissagem de um disco-voador procedente de Júpiter, em Casimiro de Abreu, com certeza diria que meu interlocutor deveria ser internado rapidamente. Mas o repórter - até por dever profissional - foi testemunha ocular (e de corpo presente) dessa trapaça, que teve repercussão internacional e reuniu, nos arredores de uma propriedade rural sombria, supostos Phds em objetos voadores, ufólogos sérios, outros nem tanto, além de curiosos, tipos esquizofrênicos, batedores de carteiras, gente exótica com pinta de cientista maluco, vendedores ambulantes e uma multidão de espectadores que se espremeram no meio da vegetação rala, numa vigília “cósmica” de dar inveja a qualquer diretor de cinema de Hollywood. Esse teatro de operações foi encenado, sem pudor ou constrangimento, aqui na Baixada Litorânea, RJ, berço de Casimiro de Abreu, o poeta da saudade, que soube enaltecer “sua infância querida (sem discos-voadores), que os anos não trazem mais”.

● Esse esdrúxulo espetáculo entrou em cartaz no dia 8 de março de 1980, há 29 anos, após exaustiva propaganda feita pelo “vidente” e ufólogo-de-meia-tijela, Edílcio Barbosa. Esse sujeito merecia ser homenageado. Mesmo depois de morto, o que aliás viria ocorrer após o show patético de Casimiro. Barbosa teve as pernas amputadas e, em seguida, falecera. Seus discípulos terrestres ensaiaram boatos de que o “porta-voz” de Júpiter teria sido vítima da maldição de sua ousadia. Pura idiotice com crendice em busca de holofotes. Barbosa, na verdade, teria sido “resgatado” pelo diabetes e complicações afins. Nada do além, a não ser a própria morte. Mas – justiça seja feita – esse sujeito conseguiu atrair a opinião pública para a sua festa “rave” ao estilo cósmico. Só não teve música eletrônica. Mais de 10 mil pessoas invadiram a fazenda, área serrana de Casimiro, com promessa de assistir a aterrissagem de uma nave de Júpiter. O pouso seria às 5h40min daquela manhã de 1980. “Eles, os Ets, são britânicos” ,disse um assessor de Barbosa.

● Compacta, silenciosa, ansiosa e de olhos grudados no firmamento, ou na linha do horizonte, a multidão parecia disciplinada ao romper a madrugada sob o ataque de insetos e disputando o melhor lugar, naquele vale, para assistir a chegada do disco-voador, segundo a “profecia” de Barbosa. Ele garantiu que a nave de Júpiter devolveria, vivos, três militares da Marinha que sumiram a bordo de um helicóptero da Base Aeronaval de São Pedro, acidentado em alto mar há alguns anos da “pajelança” em Casimiro de Abreu. Familiares dos tripulantes da aeronave militar passaram a acreditar na “visão” do ufólogo-de-araque, e o assunto (até então tratado com reservas pela imprensa) acabou nos grandes jornais e nos principais telejornais. Foi o que o promoter da festa cósmica precisava para criar um ambiente de pouso oficial.

● Numa área plana da fazenda sob a vista da multidão, improvisou-se uma espécie de Disco porto, num descampado em forma de triângulo, cuja referência era uma árvore. Alguém avisava num megafone: ”atenção: é proibida a presença de humanos nessa área demarcada, do contrário a nave não vai descer”. Foi quando se percebeu o início dos protestos da galera. A mensagem do locutor do megafone gerou a primeira desconfiança do público. A gritaria de ambulantes – inclusive os bem-sucedidos vendedores de papel higiênico - se mistura a um burburinho na platéia. Aproxima-se a hora da aterrissagem da nave de Júpiter e, no meio da multidão, exausta e sonolenta, um sujeito com roupas exóticas e empunhando um binóculo grita: “Olha a horaaaa!” Foi o tom que faltava para um coral de milhares de curiosos repetir a cobrança.

● O momento era de tensão no Disco porto de Casimiro. Autoridades deixaram de lado a evidência e o constrangimento de serem também protagonistas e se posicionaram para a iminência de um tumulto. Ao invés do disco-voador de Júpiter trazendo os tripulantes do helicóptero da Base Naval, no momento previsto da aterrissagem dos Ets, quem sobrevoou a região tomada pela multidão, foi um pássaro, provavelmente assustado com a ocupação indevida de seu habitat. O pássaro recebeu calorosos aplausos. A galera já estava a ponto de linchar o autor da farsa sideral quando um ruído diferente emudeceu os espectadores. O silêncio só foi quebrado, quando se confirmou que o ruído intermitente não era de extraterrestes. Mas vinha da maria-fumaça, que agora apontava no horizonte, serpenteando em meio a vegetação e fazendo soar o velho apito naquele vale de ópera bufa.

● A locomotiva ainda cortava as terras em torno da fazenda quando o ufólogo Barbosa começava a ser xingado e ameaçado pela multidão. Ele quis justificar o fiasco dizendo “que tinha gente no local de pouso atrapalhando a chegada da nave de Júpiter”. A declaração mentirosa e cínica, era o que faltava para massa enfurecida tentar pegar o impostor para lhe dar um corretivo. Mas a polícia de plantão no local, inclusive com cobertura de efetivo da Marinha, evitou o massacre, retirando Barbosa às pressas da fazenda, onde até equipamentos de telefonia foram instalados na área do Disco porto. Como um conjunto de orelhões a poucos metros da “pista de pouso”.


● Eu conversava outro dia com Berto Filho e, sorrindo muito, ele lembrou que no exato dia da anunciada chegada da nave de Júpiter na fazenda de Casimiro de Abreu, a “notícia” foi lida por ele, no Jornal Nacional, com natural incerteza diante do surrealismo. E, é claro, o próprio telespectador terá percebido o nível da notícia e a forma de interpretação que lhe fora dada pelo locutor. Mas, apesar da utopia cósmica, Barbosa conseguiu montar um exótico circo: além de forçar a participação de autoridades, num episódio movido por lendas e fábulas, Barbosa levou milhares de pessoas de vários Estados ao local do show e entupiu a BR 101 com um engarrafamento monstruoso entre Macaé e Rio Bonito.

● Não move ao repórter qualquer intenção de achincalhar as pessoas honestas que se dedicam aos estudos científicos em torno dos chamados Objetos Voadores Não Identificados (ÓVNIS). Mas, por enquanto, nada me convence sobre a veracidade de incursões de discos-voadores sobre as nossas cabeças. Apesar dos estudos à respeito e de relatórios produzidos por governos, o único capítulo que me parece exigir uma explicação transparente é o que envolve a cidade mineira de Arachá, sob risco dessa crendice lunática comprometer o núcleo de inteligência da Unicamp, que teria sido acionado para analisar cientificamente supostos bonecos esquizofrênicos. Essas criaturas exóticas teriam assustado algumas mocinhas e até ferido um guarda.

● Reafirmando meu respeito aos ufólogos de verdade, devo lembrar que, no meu tempo de garoto, sempre que se abordava discussão à respeito de Ets,a gente logo ouvia dizer que disco-voador era uma criativa invenção de soviéticos e americanos para assustar os países subdesenvolvidos. Como pode ser também uma bela engenhoca para pesquisa metereológica, o que se constata na maioria das aparições de objetos luminosos sobre nossas cabeças. Gostaria até de abrir discussão aqui na coluna sobre essa estória esdrúxula de ÓVNIS. Um velho amigo é expert em produzir imagens fotográficas que se confundem completamente com o que seriam discos-voadores. Não é necessária muita coisa: um prato comum, uma lanterna e uma câmara fotográfica são os ingredientes chaves para se produzir uma imagem capaz tirar o sono dos cientistas da Nasa.

● Mas voltando a Casimiro de Abreu, não são poucos os que dizem que a região tem algo que atrai extraterrestes. Isso tudo não passa de uma boa tradição lendária e fabulosa que passa de pai para filho sem que até hoje uma só prova concreta tenha confirmado esses delírios cósmicos. O dia em que o ser humano documentar extraterrestes e seus veículos luminosos, o colunista reconhecerá a teimosia dos caçadores dessas (divulgadas) criaturas cabeçudas e horrendas. Fica o desafio (extensivo a todo o planeta Terra). O dia que disco-voador deixar de ser lenda, ilusão de ótica ou avançado disfarce militar e científico, serei o primeiro a rasgar a Bíblia Sagrada. Pelo menos até agora nada contido na Bíblia foi contestado. Mas as previsões das Escrituras são comprovadas a cada segundo. Só se engana quem quer.

● Em Casimiro de Abreu, o estudante Wanderson Chan, ocupa o site oficial da Prefeitura para divulgar o curta-metragem que produziu com base na estória sobre a chegada (que não se deu) de discos-voadores nos arredores da cidade. Intitulado “Casimiro de Abreu, a Invasão”, o filme do rapaz já participou do último Festival de Curta de Cabo Frio.É uma obra de ficção com elenco de 5 pessoas, que esteve ainda na Mostra de Cinema de Londrina. O desembarque de extraterrestes que não houve, também virou livro na terra do poeta da saudade, autor do clássico “As Primaveras”.

Levi de Moura
levi.de.moura@bol.com.br

domingo, 30 de janeiro de 2011

AKHENATON - MISTÉRIO E CORAGEM


A civilização de Amenófis III e o poder de Tebas

A originalidade da obra empreendida por Akhenaton não é contestável, seja qual for o limite que cada historiador queira colocar. No entanto, é preciso entender a realidade do meio em que ele surgiu para melhor avaliar sua caminhada.
Seu pai, o faraó Amenófis III, começa a reinar por volta de 1.408 a.C. Seu governo se estenderá sobre um Egito fabulosamente rico que conhece seu verdadeiro apogeu. O prestígio das Duas Terras, nome tradicional do Egito, é imenso, tanto pela qualidade da civilização, quanto pelo poderio militar. A corte de Amenófis III apresenta um padrão de dignidade muito acima da média e, durante seu reinado, as artes, a arquitetura e as ciências recebem por parte do faraó uma atenção especial.
Amenófis III - Pai de Akhenaton

Sendo um enamorado da beleza, Amenófis III traz para a cultura egípcia elementos da cultura de outros povos com os quais mantém intercâmbio diplomático. Seu reinado porém, esbarra com dois problemas. O primeiro é a ascensão do poder militar dos hititas, que não recebem do faraó a devida atenção gerando, ao longo dos anos, grande inquietação interna e a desconfiança dos países aliados. O segundo é o grande poderio dos sacerdotes de Tebas, que não aceitam a forma centralizadora da administração adotada pelo faraó. Com efeito, Tebas é a cidade santa do deus Amon, O Oculto.
Funcionando como um verdadeiro Estado dentro do Estado, e com o Sumo Sacerdote com poderes de rei, são freqüentes as situações de confronto com o faraó, uma vez que criar e alijar reis era hábito dos sacerdotes de Amon. Neste meio, envolvido pela arte e a beleza, pelos temores da guerra e pelas tensões geradas pelo clero, nasce e cresce o futuro faraó Amenófis IV.



Descobrir Akhenaton é o mesmo que trazer à evidência um tipo de homem que busca ter uma visão do universo, colocando seus ideais acima das circunstâncias materiais e políticas. Sua vida apresenta aspectos de uma procura que podemos qualificar como iniciática. Ela abre nosso coração para uma luz maior e enriquece-nos com uma experiência de grande coragem de alguém que acreditou em seu sentir.
A Família e a Educação

A formação do jovem Amenófis IV teve forte e positiva participação de seus pais, o faraó Amenófis III e a rainha Tii, um casal que a história registra como sendo de rara inteligência e com princípios morais elevados. Seu pai, homem de pulso forte, soube se fazer cercar de sábios que o assessoravam no governo do Egito e demonstrou grande capacidade de conquistar pacificamente o apoio dos países vizinhos.
Demonstrou também coragem para romper com algumas tradições impostas ao faraó, dentre elas, a de se casar com uma mulher sem origem na realeza, mas sim de origem modesta. O faraó idealizava a formação de uma religião universalista, privilegiando em seu reinado o culto de Aton, apesar da forte influência de Tebas e seu deus Amon, o que certamente influenciou em muito a formação do pensamento de Akhenaton. Mais tarde, ainda vivo e durante o reinado de seu filho, Amenófis III apoiou as mudanças profundas promovidas por ele.


Sua mãe, a plebéia Tii, foi personalidade marcante da história do Egito, participando ativamente das grandes decisões políticas sendo que, em certos casos, chegou mesmo a desencadeá-las.
Rainha Tii ou Tiyi - mãe de Akhenaton

Tii leva uma vida apaixonante e não descansa jamais, sendo vista constantemente nas manifestações públicas ao lado do rei, fato este que era inusitado na história do Egito. Segundo muitos historiadores, foi ela quem preparou todo o caminho para a chegada do filho ao poder.
Além dos pais, dentre os sábios que conviviam com o faraó, houve um de especial importância para o jovem Amenófis. Trata-se de Amenhotep, considerado um dos maiores sábios do Egito e que foi o grande educador do futuro faraó. Amenhotep era um homem que defendia ser fundamental acionar as idéias e conhecimentos de cada um, sem o que de nada valia o conhecimento para o homem.
Esta posição foi fundamental na formação de Akhenaton, que possuía, desde jovem, grande tendência mística, e que encontrou em em seu preceptor Amenhotep o conhecimento necessário para buscar o equilíbrio de suas ações.

Início do Reinado

Amenófis IV - que mais tarde ficou conhecido como Akhenaton - foi coroado faraó aos 15 anos de idade, assumindo o poder e co-regência com seu pai, numa época em que Egito vivia uma situação interna tranqüila e de grande prosperidade. Seu reinado durou 13 anos (1.370 à 1.357 a.C.). Amenófis III morreu no 12o ano do reinado de Akhenaton.
Durante os oito anos do período de co-regência, Amenófis III pode passar ao filho toda sua experiência e também servir de apoio para as grandes mudanças promovidas por ele. É o pai também quem controla a impetuosidade do filho, evitando um confronto com o clero de Tebas antes que tivessem sido lançadas as bases da "revolução amarniana". O jovem Amenófis IV acredita que um ideal justo sempre triunfa, mas aprende com o pai a ser paciente.
Sua mãe, que viveu durante os seis primeiros anos de seu reinado, foi responsável pela estruturação das tendências místicas de Amenófis IV, fazendo com que ele se aproximasse da parte do clero que estava ligada aos antigos cultos do Egito, onde Aton era o deus maior.
Assim, durante os quatro primeiros anos de seu reinado, Amenófis IV vai, lentamente, se afastando de Tebas e amadurecendo a idéia de um Deus universal. Ao final deste período, ele inicia a grande revolução. Proclama sua intenção de realizar a cerimônia religiosa de regeneração - denominada "festa-sed" na qual o faraó "se recarrega".
Para este ritual mágico, manda construir um templo para Aton e adota o nome de Akhenaton, o filho do sol. O significado destes atos é profundo dentro da cultura egípcia. O faraó indicava claramente que Aton passava à condição de deus do Egito, rompendo com os sacerdotes de Tebas.
No templo de Aton, pela primeira vez, o deus não tinha rosto, sendo representado pelo Disco Solar. Aton era o sol que iluminava a vida de todos. Imediatamente passa a ser conhecido como o faraó herético.
Akhenaton


Não se pode entender a obra de Akhenaton sem se conhecer a figura de sua esposa, Nefertiti, a bela que chegou, bem como a figura de seus pais e Amenhotep. Segundo os historiadores, era uma mulher de rara beleza. Nefertiti, egípcia, pertencia a uma grande família nobre.
Não seria ela, no entanto, quem o futuro faraó deveria desposar, o que novamente indica a independência da família real em relação aos usos e costumes impostos à corte.
O casamento, porém, se deu quando Amenófis IV tinha, aproximadamente 12 anos, sendo que Nefertiti era ainda mais jovem que ele. Akhenaton e Nefertiti acabaram por transformar seu casamento estatal em um casamento de amor.
São muitas as cenas de arte que retratam o relacionamento carinhoso entre eles, o que, por si só, mostra a intensidade deste relacionamento, uma vez que não era comum na arte egípcia a expressão destes sentimentos. Com efeito, Akhenaton e Nefertiti são, até hoje, citados como exemplo de um dos casais românticos mais famosos da história.



Do mesmo modo de Tii, Nefertiti era muito mais que uma esposa e mãe, embora preenchesse perfeitamente estas funções. Foi também uma das cabeças pensantes da civilização amarniana, como ficou conhecida a obra de Akhenaton. Sob sua doçura e fascínio, ocultava uma vontade de impiedoso rigor.
Nefertiti


Grã-sacerdotiza do culto de Aton, Nefertiti dirigia o clero feminino e nesta função conquistou o carinho e a admiração do povo.
Soube canalizar este sentimento popular de modo a fortalecer o carisma de seu marido diante do Egito. Viveu com o mesmo ardor de Akhenaton a nova espiritualidade.
O casal teve seis filhas e nenhum filho. Quando do declínio da saúde de Akhenaton, foi Nefertiti quem preparou sua sucessão.
Segundo os historiadores, foi ela quem preparou o jovem Tut-ankh-Aton para ocupar o trono, que mais tarde reinou sob o nome de Tut-ankh-Amon. No espírito de Nefertiti, este era o único meio de preservar a continuidade monárquica e de garantir um necessário retorno à ordem.





Akhenaton - o Edificador
A idéia do deus único e universal foi se tornando cada vez mais consistente para Akhenaton. Com sabedoria e coragem, ele foi dando passos firmes para a construção de seu propósito. Era preciso materializar a idéia. Durante o quarto ano de seu reinado, Akhenaton definiu o local onde seria erguida a nova cidade. Sua escolha não se deu ao acaso, mas dentro de todo um simbolismo coerente com a nova doutrina.
A cidade se chamaria Tell el Amarna que significa O Horizonte de Aton, ortanto, A Cidade do Sol. Estava localizada perto do Nilo, portanto, perto da linha da vida do Egito e a meio caminho entre Mênfis e Tebas, ou seja, simbolicamente seria o ponto de equilíbrio entre o mundo material e o mundo espiritual.
Ao todo foram quatro anos para a construção de Amarna com 8 km de comprimento e largura máxima de 1,5 km, com ruas grandes e largas, paralelas ao Nilo. Apenas no sexto ano é que ele anuncia oficialmente a fundação da cidade de Amarna.
A proclamação recebeu integral apoio do clero de Heliópolis. Amarna passava a ser a nova cidade teológica onde seria adorado um deus solar, único. Com a construção de Amarna, num local em que o homem jamais havia trabalhado, Akhenaton prova que não é um místico sonhador, mas alguém compromissado em construir seus ideais, disposto a fazer uma nova era de consciência de Deus.
Amarna não é uma cidade comum, mas o símbolo de uma nova forma de civilização, onde as relações humanas, desde a religião até a economia, achavam-se modificadas. Foi uma maneira de dar uma forma inteligível de suas idéias para os homens. Foi o teatro de uma tentativa fantástica de implantação do monoteísmo.
Ali havia gente de todas as nações que se transformaram de súditos em discípulos de Akhenaton. Viver em Amarna, era tentar desafiar o desconhecido e mergulhar na aventura do novo conhecimento, acreditando que o sol da justiça e do amor jamais se deitaria.

A Vida em Amarna
Capital do Egito, cidade protegida, Amarna é antes de tudo uma cidade mística em virtude da própria personalidade do rei. Viver em Amarna era compartilhar da vida do casal real, suas alegrias e suas dores. Era descobrir, no rei, um mestre espiritual que ensinava as leis da evolução interior.

Akhenaton e Nefertiti constantemente passeavam pela cidade, a bordo da carruagem do sol, buscando um contato com seus súditos. Diariamente, cabia a Akhenaton comandar a cerimônia de homenagem ao nascer do sol e a Nefertiti, a cerimônia do pôr do sol.
Para administrar a cidade, tendo como conselheiros políticos o pai, a mãe e um tio de nome Aí, Akhenaton herdou grande parte dos auxiliares de seu pai, que adotaram com entusiasmo a nova orientação religiosa do faraó. Akhenaton cuidou de ensinar a nova espiritualidade a todos seus auxiliares diretos.
Esta espiritualidade se baseia numa religião interior e na certeza de que existe um mesmo Deus para todos os homens.


Akhenaton favoreceu a ascensão social de numerosos estrangeiros abrindo ainda mais o Egito para a influência de culturas de outros povos. Assim, rapidamente o perfil social do Egito sofreu uma alteração de grande vulto. É fácil imaginar que muitos foram aqueles que ficaram descontentes com a nova situação, mas a grandiosidade do faraó fazia com que se mantivesse um equilíbrio na sociedade, e de sua sabedoria emanava uma energia que influenciava positivamente todos os aspectos da vida no Egito.

A arte egípcia foi particularmente influenciada durante o reinado de Akhenaton, sendo historicamente classificada como a Arte Amarniana. De forma extremamente inovadora para a época, ela registra a visão que o faraó tinha do homem e do universo. Pela primeira vez surgem obras mostrando a vida familiar, o que vem ao encontro da concepção de Akhenaton de que o fluxo divino passa obrigatoriamente pelo organismo familiar. Em algumas obras, aparecem também membros da família real nus, como indicação da necessidade da transparência interior. Este tema da transparência do ser está presente na mística universal.
Akhenaton permitiu que se registrasse em obras de arte, cenas da intimidade da vida da família real, o que jamais fora feito antes. Também são muito utilizados temas onde aparece a natureza, fauna e flora, considerados a grande dádiva da vida vinda de Aton. Outro aspecto relevante é a representação do faraó com aspectos nitidamente femininos, o que indicava ser ele, como filho do sol, origem da vida para o Egito, e portanto, ao mesmo tempo pai e mãe de seus súditos. A história classifica estas representações como as do Akhenaton teológico.
Na poesia, a contribuição da civilização de Akhenaton é muito rica, especialmente nos escritos religiosos em homenagem ao deus Aton. É através dela que o faraó mostra a unicidade de Deus - o Princípio Solar - que criou o Universo, deu origem à vida em todas as suas manifestações. O Princípio Solar rege a harmonia do mundo, tudo cria e permanece na unidade.

Akhenaton e a Religião da Luz
Devemos observar que mesmo durante o período em que Tebas exerce a maior influência na religião egípcia, Mênfis e Heliópolis continuavam a alimentar a espiritualidade do reino.

Os sacerdotes destas cidades, sem o poder material de Tebas, consagravam-se ao estudo das tradições sagradas que cada faraó devia conhecer. Foi com estes sacerdotes que Akhenaton foi buscar as bases na nova ordem religiosa. Apesar dos séculos que nos separam da aventura espiritual de Akhenaton, podemos perceber seu ideal e sua razão de ser e nos aproximarmos, passo a passo, de Aton, cetro misterioso da fé do faraó.
Para ele (Akhenaton), Aton é um princípio divino invisível, intangível e onipresente, porque nada pode existir sem ele. Aton tem a possibilidade de revelar o que está oculto, sendo o núcleo da força criadora que se manifesta sob inúmeras formas, iluminando ao mesmo tempo o mundo dos vivos e dos mortos e, portanto, iluminando o espírito humano sendo, por isso, a sua representação o disco solar, sem rosto, mas que a todos ilumina.


Aton é também o faráo do amor, que faz com que os seres vivos coexistam sem se destruir e procurem viver em harmonia.
Para Akhenaton, é essencial preservar uma "circulação de energia" entre a alma e o mundo dos vivos. Na realidade, não existe nenhuma ruptura entre o aparente e o oculto. Na religião do Egito não existe a morte, apenas uma série de transformações cujas leis são eternas. Em Amarna, os templos passam a ser visitados integralmente por todos, não mais existindo salas secretas em cujo interior somente os sacerdotes e o faraó podem entrar.
Para Akhenaton todos os homens são iguais diante de Aton. A experiência espiritual de Akhenaton e os textos da época amarniana deslumbraram mais de uma vez os sábios cristãos. Numa certa medida, pode-se dizer que ele é uma prefiguração do cristianismo que viria, com uma visão profunda da unicidade divina, traduzida pelo monoteísmo. É espantosa a semelhança existente entre o Hino a Aton e os textos do Livro dos Salmos da Bíblia, em especial o Salmo 104.
Por outro lado, é fácil encontrar semelhanças entre a vida de Akhenaton e a vida de Moisés. Se um destrói o bezerro de ouro, o outro luta contra a multiplicidade de deuses egípcios, ambos lutando pelo ideal do monoteísmo e se colocando como mestres dos ensinamentos divinos para todo um povo. A religião de Amarna continha uma magia maravilhosa, uma magia que aproxima o homem de sua fonte divina.

O fim de Akhenaton
A implantação da nova ordem religiosa tornou-se quase que a única tarefa merecedora da atenção do faraó. Com isso não combateu os movimentos internos daqueles que se sentiram prejudicados pela nova ordem e também pelo crescimento bélico dos hititas. Por volta do 12o ano de seu reinado, com a morte de Amenófis III, estes movimentos internos tomavam vulto e as hostilidades externas se agravavam.
Akhenaton, porém, fiel a seus princípios religiosos, se recusava a tomar atitudes de guerra, acreditando poder conquistar seus inimigos com o poder do amor de Aton.

Nesta altura, a saúde de Akhenaton dá sinais de fraqueza, e ele resolve iniciar um novo faraó. Em Amarna, Nefertiti iniciara a preparação de Tut-ankh-Aton, segundo genro do faraó, para a linha de sucessão, uma vez que o casal não possuía filho homem. Akhenaton no entanto, escolhe Semenkhkare, iniciando com ele uma co-regência do trono.
Embora não existam registros claros sobre este período, tudo indica que durante a co-regência, que durou 5 ou 6 anos, morre Nefertiti, e sua perda é um golpe demasiado forte para Akhenaton, que vem a falecer pouco depois com aproximadamente 33 anos. Seu reinado, no total, durou cerca de 19 anos.
Semenkhkare também faleceu praticamente na mesma época, deixando vazio o trono do Egito e permitindo aos sacerdotes de Tebas a indicação de Tut-ankh-Aton, que imediatamente mudou seu nome para Tut-ankh-Amon, indicando que Amon voltava a ser o deus supremo do Egito.

Por ser muito jovem e não possuir a estrutura de seus antecessores, Tut-ankh-Amon permitiu a volta da influência de Tebas que, por sua vez, não mediu esforços para destruir todo o legado de Akhenaton, incluindo-se a cidade de Amarna.
Akhenaton - Um Marco na História da Humanidade
O fim dramático da aventura amarniana é devido a circunstâncias políticas e históricas que não diminuem em nada o valor do ensinamento de Akhenaton. Se é inegável que o fundador da cidade do sol, a cidade da energia criadora, entrou em conflito com os homens que ele queria unir pelo amor de Deus, não é menos verdade que ele abriu uma nova concepção sobre esta luz que a cada instante se oferece aos homens de boa vontade.
Sua experiência foi uma tentativa sincera de perceber a Eterna Sabedoria e de torná-la perceptível a todos. A coragem que demonstrou na luta constante por seus ideais, sem dúvida, fez dele um marco eterno na história da humanidade.
A história de Akhenaton mostra, mais uma vez, que um homem melhor faz um meio melhor, e que a força de sua convicção em seu objetivo altera a vida do meio, seja ele uma rua, um bairro, uma cidade, um país.... o Universo. Para isto, há de se ter Coragem!

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sábado, 15 de janeiro de 2011

GEORG PHILIPP TELEMANN




George Philipp Telemann nasceu em Magdeburgo, a 14 de março de 1681, e foi batizado a 17 do mesmo mês. De formação autodidata como instrumentista e compositor, o jovem teve que lutar para seguir sua carreira de músico, já que sua família se opunha decididamente. Seu pai, Heinrich Telemann, foi diácono e vinha de uma família que, por várias gerações, formara pastores protestantes.

A tradição de sua família obrigava-o a receber uma formação universitária. Telemann foi bom aluno no colégio e, ainda adolescente, era capaz de escrever versos em alemão, latim e francês. A partir dos 10 anos tocava com perfeição flauta, violino e outros instrumentos, mas não conhecia teoria musical. Seu único período de aprendizagem musical coincidiu com os anos em que freqüentou o liceu, onde estudou com Benedict Christiani, compositor de música sacra.

Em 1701, a fim de agradar a família, iniciou os estudos de Direito na Universidade de Leipzig, abandonando-os pouco depois.

Meses depois de ter se instalado em Leipzig fundou um Collegium Musicum formado por quarenta estudantes. Esta instituição, conhecida pelo nome de Colegium Telemanniano, passou a ser dirigida, a partir de 1729, por Johann Sebastian Bach.

Em 1704 foi nomeado organista e mestre de capela da Neue Kirche, ou igreja Nova de Leipzig, a capela universitária. Em 1705 entrou para o serviço da corte do conde Erdmann von Promnitz, que residia em Sorau. Telemann escreveu cerca de duzentas aberturas francesas para a capela musical da corte. De Sorau mudou-se, acompanhando a corte, para Pless, Alta Silésia e Cracóvia, onde conheceu a música popular polonesa.

No ano de 1706 regressa à Alemanha, mudando-se para a cidade de Eisenach, o centro da música alemã e foi nomeado diretor de concertos e mestre de capela pelo duque Johann Wilhelm. Telemann escreveu um grande número de cantatas profanas e obras instrumentais, em especial sonatas a trio, iniciando também a composição de cantatas religiosas.

Em 1712, o compositor trocou o serviço da corte por outras funções artísticas em Frankfurt am Main.

Foi contratado para dirigir a música em duas igrejas: a de Barfüsser e a de Santa Catarina. Como secretário da Sociedade Frauenstein, reorganizou o Collegium Musicum de acordo com suas idéias e, no ano seguinte, apresentou numerosas peças instrumentais.

Apesar da magnífica posição que tinha em Frankfurt, Telemann mudou-se para Hamburgo em 1715, mas continuou a enviar para Frankfurt suas obras religiosas até 1757. Segundo a tradição de Hamburgo, o compositor era obrigado a compor todos os anos uma paixão e peças para as datas cívicas e religiosas. Em 1722 começou a dirigir a Ópera de Hamburgo, que estava em crise, e conseguiu animar a vida musical desta cidade, permitindo o acesso de todos os cidadãos ( e não apenas os nobres) aos concertos, mediante o pagamento de uma entrada.

Em 1737 deslocou-se a Paris, onde morou por oito meses, o que representou sua consagração internacional. A partir de 1740, a sua atividade como compositor diminuiu. Morreu em Hamburgo, no dia 25 de junho de 1767, aos 86 anos de idade.

É autor de 40 óperas, 12 séries de cantatas para todos os domingos e festas do ano, 46 paixões, 600 aberturas à francesa, inúmeros oratórios, obras incidentais e música de câmara.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Folia de Reis - De origem européia, festa também é tradicional no Brasil


O dia 6 de janeiro é o Dia dos Três Reis Magos, ou da Folia de Reis. Diz a tradição que, quando os três Reis Magos, Gaspar, Melchior (ou Belchior) e Baltazar, viram a Estrela de Belém no céu, foram ao encontro de Jesus, que havia nascido. Ofereceram ao menino Jesus, como presente, ouro, incenso e mirra, que simbolizavam a realeza, a divindade e a imortalidade. Segundo a tradição, um era negro, o outro branco e o terceiro moreno, representando toda a humanidade. Muitos países celebram a data, e a Folia de Reis é comemorada de modo particular em cada região do Brasil.
Em alguns países europeus, a Festa de Reis é celebrada com mais solenidade que o Natal e os presentes são dados no dia 6 de janeiro. Nessa data, os magos são colocados no presépio e o menino Jesus na manjedoura é trocado por um maior, que fica no colo da Virgem Maria.
Na Espanha, a data é chamada de Festa de Reis. Na Itália, festa da "Befana" (uma velha bruxa que dá presente para as crianças). No dia de Reis é costume desfazer as decorações natalinas, guardar os enfeites e desmontar os presépios.
Festa de Reis no Brasil
No Brasil, principalmente no interior, acontecem os chamados Reisados ou Folias de Reis, festas folclóricas que receberam a influência das origens européias da celebração, mas que adotaram formas e expressões locais na música, na dança e nas orações, dependendo da região do país.
Uma das festas culturais mais ricas do folclore brasileiro, acontece entre primeiro e seis de janeiro, quando as chamadas "companhias" vão de casa em casa cantar os seus versos acompanhados de violas, violões, sanfonas, pandeiros, triângulos, caixas e instrumentos de corda. Alguns vestem fardas e máscaras. O restante dos componentes usa uniforme, geralmente calças e camisas sociais.
De porta em porta
O embaixador da companhia é responsável pela organização geral e pela bandeira. É ele quem cria, como um repentista, os versos principais, de acordo com a profecia, ou seja, de acordo com as passagens da viagem dos três reis magos até Belém, a história de Maria e São José e o nascimento do menino Jesus. As companhias vão de porta em porta durante os seis dias de festa. Segundo a tradição, os versos só podem ser cantados na casa da pessoa, que deve ter uma imagem do menino Jesus na manjedoura ou um presépio.
Aqueles que recebem a visita do Reisado em suas casas (representando a visita dos Reis Magos a Jesus) devem oferecer alguma comida a seus integrantes, que agradecem ao hospedeiro e seguem para o próximo destino. No dia de Reis, 6 de janeiro, a bandeira retorna à casa do embaixador.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A ORIGEM DAS FESTAS NATALINAS



A celebração do Natal antecede o cristianismo em cerca de 2000 anos. Tudo começou com um antigo festival mesopotâmico que simbolizava a passagem de um ano para outro, o Zagmuk. Para os mesopotâmios, o Ano Novo representava uma grande crise. Devido à chegada do inverno, eles acreditavam que os monstros do caos enfureciam-se e Marduk, seu principal deus, precisava derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. O festival de Ano Novo, que durava 12 dias, era realizado para ajudar Marduk em sua batalha.

A tradição dizia que o rei devia morrer no fim do ano para, ao lado de Marduk, ajudá-lo em sua luta. Para poupar o rei, um criminoso era vestido com suas roupas e tratado com todos os privilégios do monarca, sendo morto e levando todos os pecados do povo consigo. Assim, a ordem era reestabelecida. Um ritual semelhante era realizado pelos persas e babilônios. Chamado de Sacae, a versão também contava com escravos tomando lugar de seus mestres.

A Mesopotâmia inspirou a cultura de muitos povos, como os gregos, que englobaram as raízes do festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos. Mais tarde, através da Grécia, o costume alcançou os romanos, sendo absorvido pelo festival chamado Saturnalia (em homenagem a Saturno). A festa começava no dia 17 de dezembro e ia até o 1º de janeiro, comemorando o solstício do inverno. De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida às coisas da Terra.

Durante a data, que acabou conhecida como o Dia do Nascimento do Sol Invicto, as escolas eram fechadas e ninguém trabalhava, eram realizadas festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos e árvores verdes - ornamentadas com galhos de loureiros e iluminadas por muitas velas - enfeitavam as salas para espantar os maus espíritos da escuridão. Os mesmos objetos eram usados para presentear uns aos outros.

Apenas após a cristianização do Império Romano, o 25 de dezembro passou a ser a celebração do nascimento de Cristo. Conta a Bíblia que um anjo, ao visitar Maria, disse que ela daria a luz ao filho de Deus e que seu nome seria Jesus. Quando Maria estava prestes a ter o bebê, o casal viajou de Nazaré, onde viviam, para Belém a fim de realizar um alistamento solicitado pelo imperador, chegando na cidade na noite de Natal. Como não encontraram nenhum lugar com vagas para passar a noite, eles tiveram de ficar no estábulo de uma estalagem. E ali mesmo, entre bois e cabras, Jesus nasceu, sendo enrolado com panos e deitado em uma manjedoura (objeto usado para alimentar os animais).

Pastores que estavam com seus rebanhos próximo ao local foram avisados por um anjo e visitaram o bebê. Três reis magos que viajavam há dias seguindo a estrela guia igualmente encontraram o lugar e ofereceram presentes ao menino: ouro, mirra e incenso, voltando depois para seus reinos e espalhando a notícia de que havia nascido o fiho de Deus.

A maior parte dos historiadores afirma que o primeiro Natal como conhecemos hoje foi celebrado no ano 336 d.C.. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas feitas pelos três reis magos ao menino Jesus, assim como outros rituais também foram adaptados.